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Sexta-Feira Santa?


 Hoje o sentimento que surge dentro dos corações cristãos é de piedade, compaixão, tristeza pelo suplício vivido por Jesus no fatídico dia de sua crucificação. No entanto, necessitamos buscar algo além da inércia e estagnação que nos colocamos diante dos fatos.


 Jesus foi o ser mais evoluído que já houve no nosso planeta e Ele já sabia a respeito de todas as tragédias que haveriam de ocorrer com seu corpo, isto em nossa visão imediatista e material. "Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim." João - 13:1
 O que Ele fez foi testemunhar sua fé inabalável na existência de um ser superior e misericordioso, testificando a vida além da dor e do silêncio de Deus.


 O mesmo silêncio que se faz hoje... As ruas estão vazias, nas casas não há ruídos ou gargalhadas, o semblante é de dor e tristeza, nem a carne será provada no dia de hoje.
 Do que valerá esse comportamento, se amanhã, dois mil e quinze anos depois dos ensinamentos de amor ao próximo, perdão e benevolência, surraremos o Judas? "Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete." Mateus 18:21-22
 Pagarás o mal com o bem... "Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem." Romanos 12:20-21
 Ainda guardamos dentro de nós toda a dor da "perda" material daquele que nos trouxe a Boa Nova, a redenção, o acolhimento e a indulgência de todas as nossas imperfeições, mas não somos capazes de respeitar o próximo, não nos habilitamos a perdoar pequenas ofensas ou injúrias, surramos o Judas que Jesus perdoou e ainda cometemos perversidades contra o próximo, contra nós mesmos e contra nossa Terra.


 Por um instante a luz dissipou-se e nos sentimos em total desalento, sem norte, mas Ele provará as verdades de suas palavras e voltará, trazendo-nos o alimento que necessitamos para a vivência além da vida. Esperamos ansiosos pelo Domingo de Páscoa, como se Jesus não estivesse aqui entre nós.


 Ele padeceu firme em sofrimento na crucificação e Deus silenciou-se, aparentemente deixando seu filho morrer entre os ladrões.


 Muitas vezes o silêncio de Deus diante de nossas dores e aflições se faz necessário, pois sem as dificuldades nenhum de nós seríamos aptos à movimentação e transformação de nossas mazelas interiores. O Pai bom e cuidadoso é aquele se sabe dizer não, é aquele que vê o filho cair, mas o ampara, dando-lhe novas oportunidades de regeneração e redenção.
 A sexta-feira poderá ser Santa se a perpetuarmos em respeito aos ensinamentos do Mestre Divino por todos os dias de nossa existência, esforçando-nos para colocá-los em prática durante as dificuldades, mantendo-nos resignados, crentes de que nunca estamos desamparados e sensatos entre as alegrias, para não nos entregarmos à euforia, provocando assim excessos, desarmonia e desequilíbrio. Hoje nos resguardamos, amanhã surramos o traidor e domingo os remanescentes da comida e da bebida serão excessivamente desequilibrados diante das leis de Deus e das palavras do Cristo Salvador.   
 Pensemos nisto!




Um comentário:

  1. Nem todos entendem isso. Pena né?
    Estou passando p/desejar uma feliz Páscoa p/vcs
    Bjssss amiga

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