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Mexer na terra

 "O primeiro sulco aberto na terra pelo homem selvagem foi o primeiro ato de Civilização." - Alphonse de Lamartine


 Eu sempre gostei de mexer com a terra; plantava, regava, esperava nascer... Tenho várias histórias da infância que podem retratar essa característica da minha personalidade. Quando eu tinha nove anos plantei uma semente de limão cravo em uma lata de tinta e o limão nasceu! Morávamos na cidade e não tínhamos onde plantá-lo... Alguns meses depois nossa vida mudou e, de repente, meus pais decidiram que iríamos morar no sítio.
 Pronto! Minha muda de limão já tinha terra garantida, embora todos dissessem que não iria vingar nem tão pouco dar frutos, uma vez que havia sido plantada de uma simples semente retirada da fruta comprada no supermercado. A magia aconteceu e o limoeiro cresceu bonito e vistoso, dando muitos limões, provando que a Natureza é mais forte que as convicções do próprio homem.


 Essa foto foi tirada há uns onze anos atrás, meu marido colocou nosso saudoso cachorro "Lindolfo" em cima do pé de limão! Sim, o da história que acabei de contar... É a única foto que tenho do limoeiro.
 Foi-se meu cãozinho e meu limoeiro... Ciclo natural da vida, enquanto uns chegam, outros partem rumo à evolução e assim ocorre em todos os aspectos da vida, em alguns momentos vivemos de uma forma, em outros, os acontecimentos transformam-se trazendo mudanças, consciência e aprendizado.


 Continuei amando mexer com a terra, com as plantas e é bem raro quando vou a algum lugar e volto para casa sem uma muda ou semente de alguma planta!
 Continuei também plantando sementes de frutas e legumes que comprava no supermercado! Aconteceu com a nêspera, deliciosa e por sinal bem cara... Simplesmente empurrei uma das sementes da fruta que havia acabado de comer dentro de uma floreira com orquídeas e... Ela nasceu!
 Mais uma vez eu não tinha lugar para plantá-la, pois nesta altura da vida já estava casada e morando novamente na cidade e, por mais uma vez minha vida mudou! Conseguimos comprar um terreno e construir nossa casa e o melhor, com um jardim! Sonho meu...
 Pronto, plantei meu pé de nêspera bem no meio do jardim.


 Essa imagem foi feita logo que nos mudamos... O tempo passou e ela foi crescendo. Meu Deus, já estava ficando sufocada e sem espaço, o jardim de repente ficou minúsculo para uma árvore de nêsperas!
 Foi quando nosso sonho realizou-se por completo e conseguimos ampliar nossa casa comprando o terreno ao lado... E para os leitores que sempre perguntam se moramos no sítio ou no rancho, nós moramos na cidade em uma casa com dois terrenos aonde conseguimos fazer uma horta, criar galinhas e ter um gramado para as crianças brincarem e os cachorros tomarem Sol! E claro, para a nêspera ficar feliz da vida...



 E vejam só quem vem me visitar por conta das nêsperas...



 Também tenho um limoeiro aqui em casa e mais dois pés de café que nos enchem de alegria a cada florescer!
 Tenho muitas outras plantas como trepadeiras, orquídeas, heras e embora o espaço não seja tão grande dá para nos divertirmos e passarmos longas horas cuidando do nosso cantinho...
 Das sementes que tenho "mania" de perder pelo caminho já colhemos tomates...






 ... e abóboras, de uma semente que caiu despretensiosa na porta do galinheiro quando meu marido foi jogar as sementes para as galinhas. Nasceu e foi crescendo...




 ... Crescendo...






 ... E vejam só...


... maiores que o Catatau!


Continuo "perdendo" minhas despretensiosas sementes pelo chão e a vida continua mudando a cada dia. Qualquer hora convido vocês para saberem mais sobre essas giradas que o mundo vai dando na vida da gente, sempre com uma mudinha aqui e outra acolá.
Beijinhos de luz!





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Ingredientes da roça

 Em uma de nossas idas ao sítio os rapazes trabalharam na roça de café...


 E até o Catatau entrou na brincadeira para jogar calcário nos pés de café. Espia...



 Todo mundo pronto?


Hora de irem...



Meus meninos...


... Tão lindos!



E para o retorno da lida, decidi fazer um bolo de natas para saciar a fome dos rapazes. Fácil, rápido e muito saboroso. Com ingredientes vindos direto da roça não poderia ter ficado mais gostoso!


Bolo de Nata

 Ingredientes

  • 3 ovos caipiras
  • 1 xícara de chá de nata
  • 2 xícaras de chá de açúcar
  • 1 e 1/2 xícaras de chá de leite integral fervendo
  • 3 xícaras de chá de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de fermento em pó


 Modo de fazer

 Na batedeira bata a nata e o açúcar por três minutos até formar um creme claro. Acrescente os ovos um de cada vez. Em seguida junte o leite e a farinha alternadamente batendo até formar uma mistura homogênea.
 Pare de bater e adicione o fermento incorporando com uma espátula ou colher de bater. Leve ao forno pré aquecido a 180 graus em forma untada e enfarinhada por 40 minutos ou até que o palito saia seco da massa.
 Fácil não? Um bolo simples e com ingredientes de origem bem caipira!!!





 E você, gosta de natas? Aqui em casa nós gostamos e eu uso bastante para fazer bolos, bolachas e até cheesecakes.


Beijinhos!
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Milho de grilo

Sempre gostei de mato, de andar no meio do mato e conhecer as plantas, por isso, desde bem pequenina foi me apresentado esses frutinhos silvestres. Eu era uma boa companheira de andanças do meu pai, ele ia pro sítio e me levava... E numa dessas caminhadas com ele conheci o milho de grilo e, claro, experimentei.
Lembro-me de muitos acontecimentos junto do meu pai quando andávamos pelos matos. Ele me ensinou muitas coisas, apresentou-me muitos frutinhos silvestres que hoje, quando encontro no sítio em Monte Santo, sinto meu coração pulsar com um sentimento meu, algo que não tenho palavras para explicar, mas é bom!
Sempre passo para os meus filhos as coisas que aprendi com meu pai quando andávamos pelas matas, é gostoso vê-los experimentar os frutinhos, enxergar nos meus filhos o que um dia meu pai via em mim, embora muitas vezes, na verdade a maioria delas, meus filhos não gostam dos frutinhos e eu sempre adorava cada sabor, adocicado ou azedinho. Hoje vejo e vivencio como são formadas as culturas populares e que são passadas de pai para filho.


 Esse é o milho de grilo, um fruto miúdo agrupado em esferas violáceas formando pequenos cachos, a polpa adocicada é pouco carnuda e envolve um caroço maior que o esperado! Para minha surpresa, enquanto pesquisava a respeito, descobri que o milho de grilo é da família Verbenaceae de nome científico Lantana aff. lilacina Desf. , ou seja, milho de grilo é um cambará...


 E agora, analisando bem, vejo as semelhanças entre o cambará de flores arredondadas e o milho de grilo. A diferença entre as flores é exatamente a forma de agruparem-se entre círculos e cachos. Já as folhas, para um leigo como eu, são iguais, percebo apenas a diferença de tamanho... Mas ambas são serrilhadas e lixentas.


 O cambará também dá uns frutinhos da mesma forma que o milho de grilo, mas são azuis e o cacho que formam agrupam-se em tamanho menor. Perguntem se não vou experimentar da próxima vez que encontrar pelos matos?
 A propósito, os frutos da lantana NUNCA devem ser consumidos verdes, pois são altamente tóxicos, fotossensibilizante e hepatotóxicos. Para o gado são fotossensibilizantes e a ingestão em doses maiores pode provocar a morte do animal.


 Encontrei duas origens para o nome, ambas do tupi guarani. Erva cheirosa que dá fruto em espiga e "caa" - planta - "mbaraá" - enfermidade.
 Aliás a lantana é utilizada na fitoterapia e medicina popular para combater infecções do trato respiratório como tosses e bronquites. São utilizadas as flores e folhas em forma de infusões e xaropes, os frutos comestíveis são muito apreciados por pássaros e as flores por abelhas, sendo considerada uma espécie melífera.
E você conhece milho de grilo?

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Limpando as lentes


 Em tantos momentos em nossas vidas a visão sobre determinadas dificuldades são assim, desfocadas e de difícil interpretação. Muitas vezes enxergamos as situações de forma turva e confusa sem distinguir os caminhos que devemos seguir.


Mas aos poucos conquistamos algumas potencialidades através da busca do conhecimento íntimo e do aprimoramento moral...


...E então, uma visão límpida e clara vai decorrendo sob nossos olhos. A busca pela exatidão e maestria das leis de Deus em cada passo que damos, traz a lucidez de pensamento e a clareza das situações laboriosas.




 Com paciência e persistência a perturbação vai cedendo lugar para uma visão bem definida e distinta, trazendo leveza e solubilidade para todas as dificuldades, antes intangíveis e sem resolução.
Não é uma tarefa simples, mas com Deus e conhecimento tudo fica mais fácil, sendo assim, qualquer caminho pedregoso e com espinhos faz-se mais suave e ameno. 

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