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Tantas vidas...

Por alguns anos da minha vida eu sufoquei um sentimento, enterrei uma vontade que pulsava no meu coração. A vida é assim, algumas coisas não cabem em dados momentos da nossa existência.


Eu me afoguei entre sonhos e desejos, guardei em uma caixa bem no fundo da minha alma um amor e uma vontade antes inexplicáveis.
Para alguns ficar fora do fogo é muito mais seguro, pra mim nunca foi bom. Se eu tenho um desejo eu busco, se eu tenho um medo eu tento vencer.
Lembro quando fomos viajar a primeira vez de avião. Eu tenho muito, muito medo de altura, mesmo que não a esteja vendo. Foi uma sensação aterrorizante, doze horas dentro de um avião e pavor, embora eu tenha me controlado o tempo todo estava em frangalhos e eu só pensava que teria de voltar mais doze horas quando fosse o momento de vir pra casa.
Um ano depois decidi encarar esse pavor.
Fomos viajar novamente e eu decidi ir na janela, coisa de criança né? Nem sempre... Sentei na janela, o voo era de manhã, olhei o avião fazendo todo seu percurso, decolou e tudo ia ficando pequenininho. Eu sempre falo que nunca senti nada parecido em toda minha vida, uma energia que corria dos pés até os fios de cabelo, ia e voltava. Face a face com o medo, o pavor daquela altura medonha, Jesus Cristo, eu queria fechar os olhos, a janela, gritar, sei lá. Mas fiquei ali, enfrentei aquele maldito medo!
Olhei e olho de novo e de novo...


E dessa mesma forma eu tento vencer meu trauma com os cavalos.
Ter feito regressão me ajudou a compreender o que existe por trás de tanto medo quando estou montada em um cavalo, ajudou para que eu pudesse liberar a culpa que carregava do dia em que caí da minha égua e quebrei o braço. Eu pensava que tanta gente cai, se quebra todo e nem por isso transforma em trauma a queda. Alimentava uma culpa  porque desmerecia o que havia vivido, menosprezava aquele acontecimento, não era para tanto, pensava eu.
Realmente, não era. Pelo menos nessa vida não...



Mas não escrevo essa postagem pra contar sobre o passado e sim pra falar o quanto me sinto feliz com o presente, o quanto Deus é maravilhoso o tempo todo em nossas vidas e tenho sentido isso mais do que em qualquer tempo da minha existência.
Sou muito grata a Deus por tudo que tenho vivido e por todas as conquistas que tive ao longo do tempo.


Minha experiência com o Xodó foi o começo de um caminho lindo. Xodó abriu as portas que eu havia fechado há vinte e três anos, ele me mostrou o caminho que eu e o Comendador percorreríamos.


Engraçado porque o Comendador foi comprado para o meu marido e quando fiz a regressão a terapeuta disse que ele era o meu cavalo, eu contestei, falei que meu cavalo era o Arteiro e ela disse: - Não, seu cavalo é o Comendador, ele veio pra você!
Eu pensava que seria impossível superar meu trauma no Comendador um cavalo alto, enorme, dois metros de altura!
Mas sim, ela está certa, é ele!
Lembro de quando já não montava mais no Xodó por conta da idade dele, o Arteiro ainda era bem xucro, não estava amansado, eu montava no Comendador, passava no trote pelo Xodó e gritava: - "Olha eu Xodó, olha eu!!!!" - ele levantava a cabeça e ficava nos olhando.
Tenho lágrimas nos olhos... Lágrimas de gratidão.


Não é fácil superar um trauma, não é fácil acessar o livro da sua alma, as impressões de medo, perdas, quedas e tantas outras coisas que foram vividas ao longo da sua existência, mas é libertador, transformador, traz a cura para tudo que te paralisava.
Hoje já consigo raciocinar em cima do cavalo.
Parece loucura, mas quando algo acontecia fora do que eu havia planejado como um simples balançar de cabeça do animal ou um passo pra trás travava meu cérebro, eu não pensava, não via nada além da queda.
Quando caí do Rabisco, o pônei - pode rir, eu deixo! - meu marido viu o que era meu medo, meu trauma. O pônei não fez nada além de galopear, eu travei, soltei a rédea e cai. Não vi nada além do dia em que cai da égua, voltei vinte e três anos atrás e revivi tudo, aliás revivi quedas que nem eu sabia que eram reais, o porquê de tudo aquilo, o que eram aquelas cenas aleatórias que eu via em minha mente. Achava que eram fruto do medo!
Hoje consigo entender. A regressão me ajudou.


A evolução que estou tendo é maravilhosa.
Sou grata a Deus por colocar pessoas maravilhosas no meu caminho como minha professora de equitação Iasmin que tantas vezes me puxou no Diamante pela arena, o Vanildo que me auxiliou no dia em que desci do Arteiro cheia de horror por ele só andar pra trás - risos!!! - e me amparou quando sentei no chão e chorei, o Jackson que sempre me dá forças e diz que sou capaz, que eu posso, trabalhou no Comendador para que eu pudesse voltar a montar e especialmente o meu marido, meu amor e companheiro que me puxou por mais de uma hora na arena enquanto estava montada no Comandador, abriu mão desse cavalo lindo e dócil que a princípio foi comprado pra ele montar, mas que por amor ele disse : - Vai, monta nesse "boca murcha", se é isso que te faz bem monta nele! - rsrsrs
Só eu sei o quanto ele ama montar no Comendador. Obrigada por ceder o "piliquito" pra eu montar, por abrir mão do cavalo que você gosta para que eu pudesse vencer meus medos, o trauma que carrego por tantas existências.
E está sendo lindo viver tudo isso.Desde o dia em que montei no rancho Vitória com o Luciano me puxando pelo cabresto naquela arena, uma hora e trá lá lá me puxando até eu me sentir segura em um cavalo de dois metros de altura, dizendo palavras de amor, de confiança, de segurança, eu evolui muito depois desse dia.


O Comendador me passa calma, tranquilidade. Depois da regressão consegui acessar uma energia com ele inexplicável, algo mágico.
É lindo conseguir selar, montar, cavalgar. Eu e o Comendador, um cavalo que faz parte da minha existência, que veio novamente na minha vida para continuarmos uma história de tanto tempo atrás.



Cavalgar sem as mãos, confiando no meu companheiro é a maior prova de que tudo valeu a pena e de que eu faria exatamente tudo de novo, igualzinho.
Olho pela janela com o avião decolando quantas vezes forem necessárias assim como venço esse trauma quantas vezes forem preciso.


Eu encaro o medo, eu coloco o amor acima dele.
O amor por cavalos é imensamente maior do que todo esse trauma, é infinitamente maior que todas as vidas em que cai.


O que me importa é o hoje e hoje Deus permitiu que eu estivesse com o Comendador para que juntos pudéssemos vencer, eu e ele, memórias de outras existências.
Obrigada meu Deus!



Beijos de luz e esperança.

Clicando aqui você vai para a postagem em que conto sobre o dia que cai da minha égua.


  

2

Assim é a lei


O mundo pede socorro. 
Eu tentei escrever um post que não tratasse dos últimos acontecimentos no planeta, mas não consegui. Eu sei que todos já estão fartos de informações de segurança, prevenção, números e estatísticas. Não é sobre isso que escreverei, fiquem tranquilos.
Tentarei abranger o que afeta meus sentimentos e pelo que percebo, afeta a maioria das pessoas, uns mais que outros.
Fiz uma postagem outro dia no Instagram com essa imagem:


E essa frase:

"A vida por fora de nós é a imagem do que somos por dentro."

É do Chico e retrata exatamente o que está acontecendo. Estamos todos doentes por dentro, infectados pelo consumismo impensado, pelo orgulho e esquecimento de Deus, pela escuridão egoística que nos cega a cada passo mal dado, decisões infelizes, escolhas incertas.
Não adianta apontarmos o dedo para este ou aquele, precisamos olharmos para nós mesmos, de verdade. Faz tempo que escrevo sobre isso, que bato nessa mesma tecla, a do auto conhecimento, da reforma íntima. Não há outro caminho senão o do olhar para nós deixando o outro ser como ele consegue ser. Chega dessa história de que fazer a minha parte é pouco, é uma gota no oceano.



Quando vamos enxergar que as coisas mudam de dentro pra fora e além disso, apenas mudam se começarmos em nós? Não é culpa deste ou daquele, somos um e cada um junto do outro irá formar a humanidade inteira.


Uma pessoa, apenas uma única pessoa contraiu Covid - 19 e apenas uma pessoa iniciou uma pandemia que praticamente está paralisando o planeta inteiro. É uma corrente, uma imensa corrente e cada um é um pequeno elo desta corrente, quando um se movimenta todos sentem, quando um afrouxa, todos sentem. É uma movimentação em cadeia e parece que a maioria das pessoas não conseguem perceber isso. Estão imersas em seus mundos, fantasiosos mundos repletos de dor e sofrimento, atados cada um em sua zona de conforto, pensam ser mais fácil manterem-se na lama do que terem o trabalho de saírem e limparem-se. 



Continuam com decisões unitárias e egoístas, pensando apenas em si mesmas, esquecendo que estamos todos inteiramente ligados, ainda que não consigamos sentir, ainda que não consigamos enxergar.


Desde o começo da pandemia tudo dentro de mim começou vir à tona. Antigos sentimentos, portas que se abriram e outras que se fecharam, descobertas, constatações. Sinto como se algo estivesse me chamando, uma voz que não escuto, apenas sinto, algo que vem do fundo da minha alma, para que eu passasse a pensar coletivamente, não apenas em meus interesses, que minhas escolhas fossem boas para mim e para as pessoas que estão a minha volta.
Além disso tudo, uma melancolia, uma angústia tomou conta dos meus sentimentos por vários dias. A sensação era de que eu estava sendo tomada por uma onda de tristeza; não conseguia ficar bem, pensar que estava a salvo e segura em minha casa, isolada e com tudo que precisava quando tantas pessoas estavam morrendo, sofrendo, vulneráveis. 
Pessoas que viraram números, estatísticas.



Lamento imensamente por tantas vidas.
Uma angústia sufoca meus sentimentos, ultrapassa os limites do entendimento e por muitas vezes preciso trazer a fé raciocinada à flor da pele para tentar não enlouquecer.
Notícias devastadoras, comportamentos de uma frieza inimaginável, ações tiranas e egoístas, escolhas insensíveis e hediondas.


É preciso contato com o Divino, com o Sagrado que há em nós para compreendermos tantas atrocidades, tantas informações e vontades desencontradas vindas dos dirigentes de cada governo, de cada ministério, de cada secretaria, de cada gabinete, de cada vontade individualista e de interesses particulares, de cada um que decide em benefício próprio afetando o todo.
Ninguém se entende, poucos entram num consenso e raros são os que se comunicam em harmonia e unanimidade.
Quem perde é a população.
Ganha quem decide seguir as leis de Deus, quem coloca em prática o que Jesus trouxe para nós há mais de dois mil anos.


Agora é tempo de praticar os ensinamentos de Cristo e CoMpReEnDeR tudo o que acontece. Não há mais espaço para dizermos que não sabíamos das coisas, que não conhecemos o que é moralmente certo, que não temos condições de sermos melhores.


Para entendermos como cada um de nós é um elo de uma imensa corrente precisamos compreender como funcionam as emissões de ondas energéticas produzidas através de nossos pensamentos.
Diferentes tipos de ondas energéticas são emanadas por cada um de nós, cada onda vibra na frequência a qual nos identificamos. As ondas produzidas através de nossos pensamentos, sentimentos, intenções e ações terão uma frequência característica dependendo da nossa vibração e poderão sofrer interferências de outro tipo de onda e outra vibração, ocasionando assim em uma terceira onda. Se forem frequências diferentes, por exemplo, uma onda gera uma frequência de pico máximo enquanto a outra, no mesmo local, está em seu pico mínimo, isto levará a anulação mútua. Essa é a interferência destrutiva.
Por outro lado, quando ambas se encontram no mesmo local, no mesmo instante e em seu pico máximo, o resultado é a soma das energias das duas ondas. Essa é a interferência construtiva, também conhecida como ressonância.
Todo este processo transcorre em milésimos de segundos durante todo o tempo. Em cada pensamento geramos um sentimento e depositamos assim uma intenção que irá acarretar em uma ação podendo sofrer anulação ou soma, de acordo com as particularidades de cada indivíduo.


As leis que regem todo este processo são as leis naturais, leis divinas ou leis morais. As leis divinas são imutáveis e quando algo acontece em desalinho com uma destas leis, inevitavelmente haverá sofrimento e em algum momento a reparação, o resgate de tal ação em desalinho. Com isso, conseguimos compreender que não há punição ou castigo e sim consequência de cada ação, seja boa ou ruim.


Estamos vivenciando há algum tempo o período de transição planetária, onde os habitantes do orbe atingirão um grau de entendimento mais feliz do que os que possuímos hoje.
A pandemia de Covid trouxe à luz dos nossos olhares o entendimento e a experimentação real das leis de ação e reação e lei de destruição.


Eu sou espírita e procuro, com o olhar voltado para uma fé raciocinada, compreender o que tudo isso significa. Sei que toda transição é dolorosa, toda mudança gera desordem, caos. É necessário morrer para renascer um pouco melhor, é preciso a destruição para a regeneração da matéria, para o equilíbrio do mundo.
Allan Kardec pergunta em O Livro dos Espíritos, questão 728:

728. "A destruição é uma lei da Natureza?"

Os espíritos respondem:

"É necessário que tudo se destrua para renascer e se regenerar, porque isso a que chamais destruição não é mais que transformação, cujo objetivo é a renovação e o melhoramento dos seres vivos."


É preciso que os homens compreendam que a lei de destruição é uma lei divina e não confundi-la com a insensatez e maldade humana. A destruição natural nada tem haver com a destruição humana movida por instintos e tendências sombrias.
Uma linha muito tênue entre o equilíbrio da sobrevivência humana e a destruição natural. Inúmeros seres da raça humana ainda não compreendem que necessitamos de muito pouco para vivermos, não há necessidade de destruirmos incessantemente a natureza que está sempre pronta a nos servir, não precisamos queimar, matar, poluir, destruir, sobrecarregar. 



Ainda em O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta na questão 735:

735. "Que se deve pensar da destruição, quando ultrapassa os limites que as necessidades e a segurança traçam? Da caça, por exemplo, quando não objetiva senão o prazer de destruir sem utilidade?"
Os espíritos respondem:
“Predominância da bestialidade sobre a natureza espiritual. Toda destruição que excede os limites da necessidade é uma violação da Lei de Deus. Os animais só destroem para satisfação de suas necessidades; enquanto o homem, dotado de livre-arbítrio, destrói sem necessidade. Terá que prestar contas do abuso da liberdade que lhe foi concedida, pois isso significa que cede aos maus instintos.” 

Não existe o meu, e sim, o nosso. As únicas coisas que nos pertencem são nossos sentimentos, conquistas morais, tendências positivas ou negativas, todo o resto é um coletivo que pertence a todos.
Nenhum de nós ainda compreendeu isto.

"Nas circunstâncias atuais, ninguém pode se dar ao luxo de acreditar que seus problemas vão ser solucionados pelos outros. Cada indivíduo tem a responsabilidade de ajudar a levar nossa família global para o rumo certo. Ter boa vontade não é suficiente, é preciso nos envolvermos de forma ativa." Dalai Lama


É bastante cansativo. 
Entre um longo suspiro e outro nós vamos caminhando por essa estrada incerta que nos levará sempre ao degrau convidativo do aprendizado, seja através da dor ou do amor. 
Cada ser escolhe o caminho, cada um decide como andar, por onde se aventurar e quais ações deseja neste ou naquele momento e é isso que nos diferencia, são exatamente nossas escolhas que nos fazem irmos mais rápido ou mais devagar para o próximo estágio.


O próximo passo do planeta Terra é a regeneração.
Ela depende inteiramente dos homens que hoje habitam a crosta terrestre.
Tempo de regeneração, você já ouviu sobre isso? Conhece?
Em breve farei uma postagem falando sobre esse tema, para que todos que lerem tenham condições de compreenderem com mais clareza todas as coisas que estão acontecendo e tudo o que ainda acontecerá, para que a Terra definitivamente entre no período de regeneração e deixe de ser um planeta de provas e expiações. É um convite para a expansão da sua consciência, para uma visão mais ampliada e desenvolvida de entendimento e compreensão da sua vida e da vida que pulsa na Terra.
Vamos em frente amigos, com confiança e fé, força e resignação.


Desculpem pela postagem longa, espero que seja útil.
Vai passar, vai ficar tudo bem!


Beijos de luz!

2

Construindo um lar que não se vê

É muito difícil compreender o tempo de Deus e saber esperar confiando que tudo está certo, que tudo está acontecendo exatamente como deve ser.


Desde que compramos o sítio minha vida mudou. Tudo mudo.


Minha vida, meu modo de pensar e agir, a maneira como enxergo as coisas a minha volta e tudo que me afeta ou mexe com minha existência de qualquer forma. Tudo isso mudou!
O projeto que tínhamos ao longo destes anos foi se modificando e aos poucos tomando o formato que tem hoje. Entendo que se tivéssemos nos precipitado lá atrás para fazermos as coisas acontecerem do nosso jeito, talvez ou com muita certeza, nada teria dado certo.


Quando pisei pela primeira vez naquele lugar senti-me em casa, senti minha alma encontrar um lugar para ficar ou que talvez ela estivesse ali o tempo todo, aguardando o tempo certo. Mas há cinco anos atrás ainda não era o momento de nos mudarmos, muita coisa ainda teria que acontecer e nós teríamos muito a fazer.
 E ainda temos...


Entramos, desde então, nessa roda de mudanças, planos, vontades, paciência, persistência. Uma dança contínua que nos movimenta e nos tira a todo instante da nossa zona de conforto.
Não são flores o fato de termos o sítio.
Muito pelo contrário, são muitas dificuldades, muita paciência, perseverança e acima de tudo, conexão com a Espiritualidade para sentir se estamos no caminho, se estamos fazendo o que esperam de nós, se, se e muitos outros "ses".


Tudo começou com a vontade de levarmos o Evangelho para as pessoas em um lugar especial, repleto de natureza. No início era tudo diferente ideias, vontades, muitos projetos, muitas plantas desenhadas e aos poucos fomos alinhando os pensamentos em conformidade com as inspirações vindas da Espiritualidade.
Desde 2014 até agosto de 2019 esperamos, aguardamos intuições e avisos da espiritualidade para iniciarmos os estudos. A casa grande e o salão de estudos não ficavam prontos e eu sentia que o trabalho precisava começar.


Eu não entendia muito bem, não conseguia compreender e aos poucos, com a paciência que nossos irmãos maiores têm conosco e com nosso tempo, com nossa forma de enxergar e perceber o mundo, foram sinalizando que as dependências desenhadas, projetadas e arquitetadas não estariam prontas, deveríamos iniciar na varanda da pequena casa de dois cômodos onde ficamos quando vamos pra lá.
As dimensões espirituais vão muito além do que podemos ver e o maior exemplo que tentam nos passar é o da persistência, paciência e humildade.
Não é possível subirmos uma escada de muitos degraus sem antes termos iniciado os passos lá embaixo.


Em primeiro de setembro de 2019 começamos o estudo.
Eu, Luciano, os meninos e o Catatau. Só nós e os espíritos desencarnados. Loucura? Não, certeza de que os irmãos maiores estavam ali, confiança que estamos no caminho certo. Nunca me senti tão certa de alguma coisa como naquele dia. Foi lindo!


Desde então há dias em que bate a incerteza, essa fé e confiança inabaláveis não são uma conquista - ainda - do meu espírito, têm domingos em que penso que tudo é uma doideira, que não vai dar certo, que ninguém nunca vai lá ouvir o estudo - digo ninguém encarnado - e blá blá blá...
Mas quando chego e sinto aquela energia, fecho os olhos para a prece, pronto... Tudo isso passa, Deus me abraça, os amigos da espiritualidade me intuem e eu sou tomada por um sentimento de paz, acolhimento, certeza de que é isso que temos de fazer.


Meus filhos? O mais velho não participa, mas ouve. O mais novo participa, algumas vezes até opina. Já tivemos três encarnados participando conosco, foram algumas vezes e hoje não vão mais. É o tempo de cada um, nem sempre temos ouvidos para ouvir e olhos para ver.
Já conversei com umas quatro pessoas que me contam histórias de algumas casas espíritas que começaram assim, meses e algumas até anos com duas ou três pessoas encarnadas fazendo o Evangelho "sozinhas", sem os encarnados (pessoas vivas!, como eu e você), somente com a presença da espiritualidade.
Isto é a constituição energética da casa. É a prova que os trabalhadores encarnados necessitam  para adquirirem a persistência, a paciência e conquistarem a confiança que os conduzirá à fé.


Tudo o que escrevo é muito bonito, essa conexão com o Altíssimo, a natureza que nos cerca durante os estudos e que mostro sempre nos stories no meu perfil no Instagram - ainda não me segue? ( clica aqui pra conhecer um pouco desse lugar maravilhoso que relato) é tudo muito encantador, mas só nós sabemos os espinhos que nos machucam, as pedras que nos atingem, a dor e a dificuldade de estar ali todo santo domingo.


A necessidade de orar e vigiar só aumenta, os tropeços e quedas que tivemos nesse percurso - e que teremos ainda, eu sei -, as lágrimas, dúvidas, medos estão sempre presentes. Estamos caminhando na corda bamba tentando encontrar o equilíbrio entre a matéria e o espírito.


Sobre tudo isso eu digo sempre, você pode querer abrir qualquer coisa, qualquer estabelecimento uma pousada, um restaurante, um bar, uma loja, qualquer coisa. Pra isso você irá se programar, construir ou alugar, projetar, definir metas e no tempo do homem você abrirá, mas abrir as portas para falar de Deus, levar o Evangelho de Jesus com seriedade, verdade responsabilidade e acima de tudo, lógica e sensatez, não é no seu tempo, não é nos seus projetos, nas metas pré estabelecidas pelos homens, é no tempo d'Ele, segundo a vontade desse Deus que nos conduz muitas vezes sem nem ao menos percebermos e agradecermos.


Ainda estamos em meio a tempestade, tentando encontrar abrigo embaixo da nossa fé, frágil e trincada fé. O caminho é esse, fomos chamados e aceitamos, poderíamos e podemos a qualquer instante desistir, o trabalho continuará em outro local com outros trabalhadores. Mas o difícil é conhecer as leis, saber do Evangelho, encontrar Jesus e ainda assim virar as costas para desistir.
Há momentos de abalos, há sim muitas horas de pensamentos de desistência por medo do desconhecido, medo da responsabilidade que nos aguarda logo ali, mas é um caminho sem volta, não há mais como resistir ou abandonar a luz que nos circunda e irradia, ainda fraca, iluminando um caminho escuro e até então inexplorado, mas que sabemos, nos levará a felicidade real e perpétua que Jesus nos prometeu.


Hoje decidimos, por razões que não convém serem escritas, continuarmos com os estudos domingo sim, domingo não. Sei que estamos amparados, agradeço imensamente o chamado de Deus em minha vida e peço que continue tendo força, fé e coragem para continuar nessa estrada auxiliando àqueles que necessitam muito mais do que eu, como imperfeita e também necessitada preciso.
Beijos de luz!




 





6

Gelatina de laranja


Mês passado postei uma receita de creme de amêndoas com gelatina de laranja sanguínea. 
Recebi tantas mensagens de pessoas querendo fazer, mas que não encontram a laranja sanguínea. Eu digo que pode ser feito com qualquer laranja ou outra fruta como morango, amoras, framboesas. 
Ainda assim foram muitos pedidos para que eu fizesse uma gelatina de laranja comum, então aqui está.



Usei laranja baía, mas gente, pode ser qualquer tipo de laranja. Trouxe aqui a versão apenas da gelatina, mas você pode fazer a receita do creme de amêndoas e fazer essa gelatina para colocar por cima. Caso façam, manda foto pra mim? Vou adorar interagir com vocês, assim como amei as perguntas e esclarecimentos sobre a receita do creme.
Para esta receita de gelatina eu utilizei mais suco de laranja do que na receita do creme, pois aqui fiz somente a gelatina. Vou passar a receita do dobro da quantidade da que está no creme, para fazer com o creme é só fazer meia, tudo bem?
Então bora lá pra receita?

Gelatina de laranja

 Ingredientes

  • 440 ml de suco de laranja;
  • 4 colheres de sopa de açúcar;
  • 2 colheres de chá de gelatina em pó sem sabor;
  • 100 ml de água.

 Modo de fazer

 Hidrate a gelatina em 4 colheres de sopa de água por 3 minutos. 
 Enquanto hidrata esprema as laranjas e coe. Eu não coei para fazer a gelatina dessa postagem, mas para fazer a receita com o creme eu coei, por ser uma receita mais delicada não quis os gominhos na textura da sobremesa. 
 Coloque o açúcar no suco das laranjas e reserve.
 Depois de hidratar a gelatina por três minutos, junte o restante da água e leve ao microondas por 12 minutos para obter uma mistura mole.
 Junte a gelatina amolecida no suco de laranja já adoçado e misture bem até dissolver por completo. Se for preciso leve ao fogo baixo, sem ferver, para dissolver toda a gelatina incolor.
 Coloque em taças de sobremesa e leve para geladeira por três horas antes de servir.




Uma delícia! 
Essa é uma sobremesa super refrescante para os dias de verão que temos passado.
Qualquer dúvida, mandem uma mensagem que respondo com o maior prazer.
Beijinhos de luz!

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