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Como você é?


 (...) Crenças e escolas quedam-se dormentes
 Retraindo-se por hora na suficiência do que não, mas nunca esquecidas,
 Eu me refugio pelo bem e pelo mal, eu permito que se fale em qualquer casualidade,
 A natureza sem estorvo, com energia original.


 Casas e cômodos cheios de perfumes, prateleiras apinhadas de perfumes,
 Eu mesmo respiro a fragrância, a reconheço e com ela me deleito,
 A essência bem poderia inebriar-me, mas não permitirei.


 (...) Nunca houve mais iniciativa do que há agora,
 Nem mais juventude ou idade do que há agora,
 E jamais haverá mais perfeição do que há agora,
 Nem mais paraíso ou inferno do que há agora.


 (...) Clara e doce é minha alma e claro e doce é tudo aquilo que não é minha alma.


 Faltando um falta o outro, e o invisível é provado pelo visível
 Até que este se torne invisível e receba a prova por sua vez. (...)


 (...) Devo adiar minha aceitação e compreensão e gritar pelos meus olhos,
 Para que deixem de fitar a estrada ao longe e para além dela
 E imediatamente calculem e mostrem-me para um centavo,
 O valor exato de um e o valor exato de dois, e o que está à frente? (...) 



 Traiçoeiros e curiosos estão à minha volta
 Pessoas com quem me encontro, os efeitos que a minha infância tem sobre mim, ou o bairro e a  cidade em que vivo, ou a nação,
 As últimas datas, descobertas, invenções, sociedades, autores antigos e novos,
 Meu jantar, roupas, amigos, olhares, cumprimentos, dívidas,
 A indiferença real ou fantasiosa de um homem ou mulher que eu amo,
 A doença de alguém de minha gente ou de mim mesmo, ou ato doentio, ou perda ou falta de dinheiro,  depressões ou exaltações,
 Batalhas, os horrores da guerra fratricida, a febre de notícias duvidosas, os terríveis eventos;
 Essas imagens vêm a mim dia e noite, e partem de mim outra vez,
 Mas não são o meu verdadeiro Ser.


 No passado vejo meus próprios dias quando suei através do nevoeiro com linguistas e contendores,
 Não trago zombarias ou argumentos, apenas testemunho e aguardo.

 (...)

 Poema Canção de Mim Mesmo do livro Folhas de Relva, página 49 - Walt Whitman.

7 comentários:

  1. Que beleza de post nos trouxeste,Juni! Lindo e bem apresentado! Importante conteúdo! bjs, chica

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  2. Oi Juni,
    Muita linda a sua mensagem,e as fotos também.
    Obrigada por compartilhar conosco!
    Bjs

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  3. Olá Juni!
    Linda mensagem que faz a gente pensar...hoje mesmo estou em frente ao computador ouvindo músicas antigas que fizeram parte da minha história...e a cabeça vai longe...dá uma saudade boa!!!
    Beijos e ótima semana pra ti! =)

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  4. OI Juni
    aquela canetinha é muito útil

    Juni, o que você nos trouxe ficou completo com suas imagens bonitas!
    é com elas que posso lembrar do que se foi. Interessante o que é recordar.
    As vezes dói, as vezes alegra
    tal como o texto
    bj

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  5. Que post lindo e que belo poema. Vou ver se encontro esse livro!
    Parabéns!
    Bjsssss querida

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  6. Esta citação retrata bem cada um de nós,a multiplicidade que somos!
    Beijinhos

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  7. Juni adorei o poema e realmente diz um pouco de como somos...

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